Em julho de 2024, conforme dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, a inadimplência atingiu 1,12 milhões de companhias na região Nordeste. Alagoas foi a Unidade Federativa (UF) com o maior número de CNPJs no vermelho, totalizando 83,15 mil registros, o que corresponde a 42,4% das empresas existentes no local.
Em julho, a negativação dos negócios continuou estável no país, com 6,9 milhões de CNPJs no vermelho, de acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Esse total representa 30,8% das companhias existentes no Brasil, revelando uma queda de 0.4 ponto percentual em relação ao dado de junho.
Ainda sobre julho deste ano, cada CPNJ inadimplente registrou, em média, 7 dívidas. Quando somadas, as mais de 6,9 milhões de dívidas registradas chegaram a totalizar cerca de R$ R$ 147,1 bilhões.
Para o economista da datatech, Luiz Rabi, a interrupção na queda das taxas de juros, que vinha se mantendo estável, pode contribuir para a permanência da alta inadimplência, principalmente para as dívidas de longo prazo.
“Empresas com esse tipo de endividamento enfrentam riscos maiores e o aumento das taxas de juros pode resultar em pagamentos mais altos, complicando a gestão financeira. A incapacidade de refinanciar ou renegociar essas dívidas pode levar à insolvência. Além disso, a valorização do dólar adiciona uma pressão extra, pois os importadores de insumos ou produtos são diretamente impactados. O fortalecimento do dólar encarece essas importações, reduzindo as margens de lucro e prejudicando a liquidez necessária para cumprir com as obrigações financeiras”
O setor de Serviços representou a maior parte das empresas com compromissos negativados (55,9%). Em sequência estava o Comércio (35,6%), seguido pelas Indústrias (7,3%), Primário (0,8%) e a categoria Outros (0,3%), que engloba o segmento Financeiro e o Terceiro Setor. Em relação ao setor das dívidas, a categoria Outros representou a maior parte delas (28,9%) seguida por Serviços (28,8%).
Ainda em julho, a análise por UF revelou que Alagoas foi o Estado com a maior taxa de inadimplência das empresas do país, com 42,4% das companhias com os CNPJs no vermelho. Em segundo lugar ficou Maranhão (40%), seguido por Roraima (38%), Amapá (37,4%) e Distrito Federal (37,1%).
Micro e pequenas empresas representam maior parte da inadimplência
Dentre as mais de 6,9 milhões de companhias negativadas, 6,5 são micro e pequenos negócios. Considerando apenas as empresas desses portes, existiam mais de 45,2 milhões de dívidas e a soma desses débitos totalizava R$ 126,4 bilhões. “Os empreendimentos de portes menores são, naturalmente, mais impactados pelas dificuldades financeiras, já que possuem menor fôlego no fluxo de caixa e pouca reserva emergencial”, explica Rabi.


