O glaucoma é uma condição que exige atenção e conscientização contínuas, sendo fundamental o diagnóstico precoce para evitar complicações mais graves. Profissionais de saúde e instituições médicas reforçam a importância de informar a população sobre os riscos da doença, que pode levar à perda permanente da visão quando não tratada.
Considerado uma doença silenciosa, o glaucoma provoca danos progressivos no nervo óptico e, na maioria dos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso, muitos pacientes só descobrem o problema quando a visão já está comprometida.
Dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que, nos últimos cinco anos, cerca de 300 mil brasileiros foram acompanhados e tratados com o objetivo de evitar a perda total da visão causada pelo glaucoma, reforçando a importância do monitoramento e do diagnóstico precoce.
De acordo com o doutor Guilherme Manzoli, oftalmologista e professor do Instituto de Educação Médica (Idomed), a realização de exames oftalmológicos periódicos é a principal forma de prevenção.
O glaucoma costuma evoluir de forma silenciosa e muitas vezes o paciente não percebe nenhuma alteração na visão nas fases iniciais. Por isso, as consultas regulares com o oftalmologista são fundamentais para identificar precocemente qualquer alteração e iniciar o tratamento
Especialistas recomendam atenção redobrada principalmente para pessoas acima de 40 anos, faixa etária em que o risco da doença aumenta. Outros fatores de risco incluem histórico familiar de glaucoma, diabetes, hipertensão arterial, miopia elevada e uso prolongado de medicamentos à base de corticoides.
Embora o glaucoma não tenha cura, o tratamento pode controlar a progressão da doença e preservar a visão. Dependendo do caso, o manejo pode incluir o uso de colírios, procedimentos a laser ou intervenções cirúrgicas. “A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas quando diagnosticada precocemente a doença pode ser controlada. O acompanhamento médico regular é a melhor forma de proteger a saúde ocular”, finaliza Manzoli.

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