“Língua é pensamento, língua é espírito, língua é uma forma de ver o mundo e apreciar a vida”: é assim que a curadora Daiara Tukano descreve o ponto de partida de Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. A imersão começa no próprio nome da mostra, que vem da língua Guarani Mbya: nhe’ẽ significa espírito, sopro, vida, palavra, fala; e porã quer dizer belo, bom. Juntos, os dois vocábulos significam ‘belas palavras’, ‘boas palavras’ – ou seja, palavras sagradas que dão vida à experiência humana na terra.
Neste sábado, 9 de novembro, das 14h às 16h, o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) recebe a artista para uma visita guiada à exposição. Realizada pelo Museu da Língua Portuguesa, de São Paulo, com articulação e patrocínio master do Instituto Cultural Vale, Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação aborda as línguas dos povos originários do Brasil, suas trajetórias e culturas. Em São Luís, a montagem conta com peças exclusivas do acervo do CCVM, da Casa de Nhozinho e do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão.
Daiara Tukano é do povo Yepá-Mahsã, artista indígena, curadora, mestre em direitos humanos e conselheira nacional de Cultura.
A programação é gratuita. O CCVM fica localizado na rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís.


