A cidade de São Luís é um cenário fértil, repleto de memórias e histórias ainda desconhecidas pelos maranhenses. Até agora.
Um trabalho que envolve pesquisa e o resgate de fatos sobre a capital maranhense, em diferentes períodos de sua história, está nascendo. Nesta sexta-feira, 14 de março, será lançada a websérie Minha Velha São Luís, na página homônima no Instagram, no YouTube e outras redes sociais.
A produção tem como objetivo trazer à luz histórias esquecidas sobre a capital maranhense. Serão cinco episódios desenvolvidos a partir da pesquisa do historiador Hugo Enes, dono da página Minha Velha São Luís, com roteiro e direção do produtor audiovisual Edízio Moura; animações da premiada designer Ana Waléria; narração da radialista e cantora Milla Camões; designer de som de André Wilker e tradução em Libras da intérprete Angelina Freitas.
A websérie destaca histórias que são, de modo geral, desconhecidas pela maioria da população de São Luís e do Maranhão, contadas utilizando a linguagem da animação. É uma forma de tornar mais acessível e atrativo ao público um conteúdo resultante de anos de pesquisas e da reunião de documentos, jornais e fotos sobre a cidade, para despertar nas pessoas o interesse de saber cada vez mais sobre a nossa história e também o sentimento de pertencimento ao nosso lugar de origem
Hugo Enes
A cada sexta-feira, a partir do dia 14, será exibido um novo episódio. O primeiro deles será Nhozinho Santos: o espírito da modernidade, que apresenta fatos curiosos da história do jovem industrial Joaquim Moreira Alves dos Santos, mais conhecido como Nhozinho Santos, nascido em São Luís e que era tão movido a tecnologias.

Nas semanas seguintes serão apresentados os episódios intitulados Sampaio Corrêa: time de futebol ou meio de transporte? (21 de março), que aborda a origem do nome do time de futebol Sampaio Corrêa; Maria Celeste: Mar em chamas (28 de março), sobre uma uma tragédia que marcou a história náutica da capital maranhense; Um delator em terras maranhenses (4 de abril), que aborda a curiosa relação entre a inconfidência mineira e a capital São Luís; e O crime do Bazano (11 de abril), um relato sobre um assassinato que chocou a população ludovicense, no início do Século XX.

Os episódios têm duração média de cinco minutos, trazem dados históricos, muitas curiosidades, além de serem acessíveis, com legendas e janelas de Libras. A classificação é livre. Minha Velha São Luís foi produzida com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).
Registros de São Luís e sua história
O amor pela história e pela cidade de São Luís despertaram no historiador Hugo Enes o desejo de registrar e compartilhar com mais pessoas fatos sobre a capital maranhense.
Grande parte das pesquisas de Hugo está disponível ao público na página Minha Velha São Luís no Instagram, em posts que destacam as mudanças efetivadas com o tempo, que traçam um comparativo entre a São Luís do passado e a São Luís dos dias atuais.
As fotos, muitas em preto e branco e outras, embora coloridas, com a aparência das imagens feitas em câmeras analógicas, são acompanhadas por textos com informações sobre o local, ano e o contexto que a imagem revela.
Em alguns posts o autor também faz questionamentos. Perguntas que possibilitam que os seguidores colaborem com suas memórias e relatos, a partir de suas vivências na cidade. A página traz ainda um resgate da cultura e dos modos de viver de outras épocas, para que as memórias sobre o passado não sejam esquecidas, mas também para que o olhar sobre o futuro seja pautado em um pensamento crítico sobre o desenvolvimento da cidade e seus impactos para as pessoas e o meio ambiente.



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