Educação financeira na infância? Especialista explica como transformar a mesada em ferramenta de aprendizado: assunto deve fazer parte do dia a dia das crianças, em conversas sobre consumo, poupança e prioridades

Educação financeira na infância? Especialista explica como transformar a mesada em ferramenta de aprendizado

Assunto deve fazer parte do dia a dia das crianças, em conversas sobre consumo, poupança e prioridades

Já pensou em usar o dinheiro como uma ferramenta para ensinar as crianças e adolescentes? Com orientação adequada, a mesada pode ser uma excelente ferramenta pedagógica para educar cidadãos financeiramente conscientes e responsáveis. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 89% dos pais brasileiros consideram importante ensinar educação financeira aos filhos desde cedo.

Educação financeira na infância? Especialista explica como transformar a mesada em ferramenta de aprendizado: assunto deve fazer parte do dia a dia das crianças, em conversas sobre consumo, poupança e prioridades
Alex Lamarques

O problema é que nem todos põem em prática: apenas 53% efetivamente conversam com os filhos sobre o tema. Segundo Alex Lamarques, professor do núcleo de negócios da UniFacimp Wyden e especialista em finanças, a discussão é pertinente e a educação financeira deve, sim, fazer parte do dia a dia das crianças. O ideal é que os pais acompanhem o uso da mesada com conversas frequentes sobre consumo, poupança e prioridades.

Ensinar a dividir o valor entre gastar, guardar e doar é uma prática altamente recomendada por educadores. Usar cofrinhos separados, por exemplo, ajuda a criança a visualizar cada categoria

Momento ideal

O professor da UniFacimp Wyden explica que o momento ideal para iniciar a educação financeira é a partir dos 6 ou 7 anos, quando a criança já pode começar a receber pequenas quantias semanais. Nessa fase, o objetivo é ensinar a importância de fazer escolhas simples, como comprar um lanche ou guardar para um brinquedo. A partir dos 10 anos, é possível evoluir para a mesada mensal, incentivando o planejamento de gastos e a noção de prazo.

O professor destaca, porém, que a mesada não deve ser usada como recompensa por boas notas ou bom comportamento. “Isso pode distorcer o enfoque educativo e criar um sistema de trocas. O objetivo é promover responsabilidade e autonomia financeira”, orienta o especialista. Ele finaliza reforçando que, ao oferecer mesada com educação e diálogo, os pais contribuem para a formação de adultos mais conscientes e preparados para lidar com suas finanças no futuro.


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