‘Eclipse’: thriller brasileiro une ciência e ancestralidade

Filme dirigido e estrelado por Djin Sganzerla aborda violência, sororidade e relações femininas com estreia marcada para maio

Eclipse, novo longa-metragem de Djin Sganzerla, acaba de revelar seu trailer oficial. O thriller, que teve passagem pela 49ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, foi selecionado para a 33ª edição do San Diego Latino Film Festival e agora em maio será exibido no 4o İstanbul International Spring Film Festival, na Turquia. A estreia comercial em cinemas será no dia 7 de maio.

Produzido pela Mercúrio Produções, com co-distribuição da Pandora e patrocínio do BNDES e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o longa é um thriller que reflete sobre a violência contra a mulher, ancestralidade, intuição e resistência.

Na trama, acompanhamos Cleo, uma astrônoma de 43 anos, grávida e emocionalmente fragilizada, surpreendida pela visita de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. O encontro revela segredos sombrios e desperta memórias fragmentadas em Cleo, levando as duas mulheres a investigações obscuras. Entre ciência e ancestralidade, razão e intuição, surge um elo inesperado que transforma as duas irmãs que embarcam em uma jornada impactante e reveladora sobre a feminilidade e a diversidade.

“Ao tratar da relação entre mulheres e do convívio entre pessoas de diferentes origens, o filme Eclipse reflete questões essenciais para o Brasil de hoje. O BNDES tem um compromisso permanente com diversidade e se alegra de apoiar produções com narrativas que refletem a pluralidade do Brasil”, comenta Marina Moreira Gama, superintendente da área de relacionamento, marketing e cultura do BNDES.

O filme é estrelado por Djin e tem no elenco Sérgio Guizé, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman e Julia Katharine.

O olhar da cineasta Djin articula delicadeza e contundência para expor a cultura patriarcal sem recorrer à espetacularização da dor. Como define a filósofa Marcia Tiburi, este é “um filme que trabalha com desmistificações do sistema patriarcal de um modo muito sutil: a enganação do amor romântico, a farsa do marido e da família perfeita, a casa apresentada como um território perigoso no qual a maternidade pode ser uma armadilha, um ensaio visual sobre a sororidade, entrelaçando estética e política”, no qual a união entre mulheres surge como força vital para enfrentar estruturas opressoras.

Imagem: Mercúrio Produções, cortesia

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