Exposição ‘A Onda É O Caminho do Vento’ entra na reta final

Mostra reúne obras inéditas de Silvana Mendes e Tassila Custodes em experiência imersiva no Centro Cultural Vale Maranhão

Uma exposição que nasce da amizade e da identificação chega aos seus últimos dias no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), localizado no Centro Histórico de São Luís. Os movimentos da vida trouxeram as multiartistas Silvana Mendes e Tassila Custodes para ocupar um espaço de criação coletiva, onde as duas assinam as obras de A Onda É O Caminho do Vento, com a zelosa curadoria de Samantha Moreira, que segue em cartaz até o dia 22 de agosto (sábado).

A mostra é um mergulho nas ondas que emergem do encontro entre as artistas. Saindo dos limites da moldura de um quadro pintura ou de uma parede em lambe, Silvana e Tassila foram convidadas por Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM que assina a direção artística e expografia da exposição, a ocupar um espaço vazio com suas artes presentificadas. O resultado é uma experiência imersiva que amplia o alcance das vivências de ambas.

A curadora Samantha Moreira comenta sobre a importância dessa união: “Nós propomos um projeto em que os trabalhos se misturassem e que pudessem acontecer juntos. A amizade delas desembocou nesta grande instalação, uma grande intervenção de duas artistas pensando juntas. Elas falam de coisas distintas, mas falam de coisas muito próximas também. Foi uma exposição que demorou a acontecer, mas que bonito que estamos aqui”.

A Onda É O Caminho do Vento é dividida em dois eixos curatoriais: Silvana Mendes apresenta “O vento que reescreve o passado”, enquanto Tassila Custodes “Vira onda que encontra seu próprio mar” — em construções coletivas, poéticas, artísticas e, por sua própria existência, grandiosas.

Silvana Mendes conta que tudo começou com um convite de Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM. Uma vez recebido, Silvana refletiu sobre ocupar esse espaço acompanhada; assim surge a parceria em conjunto com Tassila: “Quando Gabriel fez o convite e Samantha entrou no projeto, entendi que seria muito mais forte para mim, em termos de relação com a arte que eu faço, dividir esse lugar com uma pessoa que eu acredito muito, que eu confio e que é uma pessoa que eu acompanho desde o começo da carreira — como eu também fui acompanhada por outras pessoas no meu início — dentro desse espaço da coletividade da arte no Brasil”.

Para Tassila, o convite veio com alegria e, a partir daí, começaram a construir juntas esse caminho do vento, trazido pelas ondas artísticas que as compõem. “A gente começou a pensar nas nossas similaridades. Não só artísticas, mas também pessoais da nossa amizade. Entendo que a arte é coletiva, é ampla. Nesse processo, que falava tanto sobre sentimento, Silvana me trouxe pra trazer essa fluidez das amizades. Não só no discurso, mas na realidade da produção”, comenta Tassila Custodes sobre o poder desse encontro.

A Onda É O Caminho do Vento se apresenta como o resultado de grandes experimentações das multiartistas Silvana Mendes e Tassila Custodes. Saindo da zona de conforto dos trabalhos já reconhecidos de ambas, aqui elas se despem e se banham nas ondas que emergem da coletividade artística e espiritual promovida pela exposição. Esculturas e instalações são envolvidas num conjunto de obras inéditas assinadas pelas artistas.

Gabriel Gutierrez, nome responsável pelo convite inicial para a exposição, comenta sobre essa construção coletiva: “Para o Centro Cultural Vale Maranhão é um prazer ter as duas expondo nos nossos espaços e isso só corrobora com a missão que a gente tem desde o início de promover a arte maranhense dentro dos meios institucionais, seja ela popular, seja dentro das linguagens institucionais. E que essa exposição seja um farol para que esse tipo de ação e essas artistas possam ganhar visibilidade, divulgar a sua obra e ocupar outros espaços dentro de outros centros distribuídos e localizados em outras regiões do país”.

A Onda É O Caminho do Vento está em cartaz até 22 de agosto no Centro Cultural Vale Maranhão, que se localiza na rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís, e é aberto ao público, com entrada gratuita, de terça-feira a sábado, das 10h às 19h.

Imagem: Luiza Bacelar, cortesia


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