AVC no Maranhão: casos caem, mas prevenção é essencial

Estado registrou 1,25 mil casos no primeiro semestre de 2025; reconhecer sintomas e buscar atendimento rápido pode reduzir sequelas

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Maranhão registrou 1.258 casos de AVC no primeiro semestre de 2025, ante 2.107 no mesmo período de 2024;

Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, alterações na visão e perda de equilíbrio exigem atendimento imediato;

Controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, prática de exercícios, alimentação equilibrada e abandono do tabagismo ajudam a reduzir riscos.

O Maranhão registrou 1,25 mil casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MA). No mesmo período de 2024, foram contabilizados 2,1 mil casos. Os números reforçam a importância da prevenção e do reconhecimento dos sinais da doença, tema em destaque no Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro.

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro é obstruído ou se rompe, comprometendo a circulação de oxigênio e podendo provocar sequelas permanentes. A rapidez no atendimento é determinante para ampliar as possibilidades de tratamento e recuperação. Segundo o Ministério da Saúde, os principais sinais de alerta incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alterações repentinas na visão e perda de equilíbrio.

De acordo com a neurologista Mariana Silvestre, do Hospital Maranhense, unidade do Grupo Athena Saúde em São Luís, reconhecer os sintomas e buscar atendimento imediato são medidas fundamentais diante de um possível AVC. “A doença costuma se manifestar de forma súbita, com sinais como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender o que é dito, alterações na visão e perda de equilíbrio. Ao perceber qualquer um desses sintomas, é importante acionar o Samu, pelo número 192, e não esperar que o quadro melhore espontaneamente. Quanto mais rápido o paciente receber assistência, maiores são as possibilidades de tratamento e de redução dos danos causados ao cérebro”, orienta.

A neurologista também destaca a importância dos cuidados preventivos. “O controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, associado à prática regular de atividade física, à alimentação equilibrada e à interrupção do tabagismo, contribui para reduzir o risco de AVC. Consultas periódicas também são importantes para identificar e acompanhar fatores de risco. Embora não seja possível prevenir todos os casos, cuidar da saúde e manter as doenças crônicas controladas pode fazer diferença”, ressalta Mariana.

Diante de qualquer suspeita de AVC, a recomendação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, sem esperar que os sintomas desapareçam ou tentar administrar medicamentos por conta própria. “Embora nem todos os fatores de risco possam ser evitados, manter a pressão arterial, o diabetes e o colesterol sob controle, não fumar e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para reduzir o risco de AVC. O acompanhamento médico regular permite identificar esses fatores e orientar os cuidados necessários”, destaca Mariana.

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