Criar novos usos para a farinha de babaçu, de produtos alimentícios até inovações para o mercado de cosméticos, moda e bioenergia. Esse é o foco central da Maratona Farinha de Babaçu, evento realizado pela Rede Mulheres do Maranhão e promovido pela Mandū Inovação Social e Fundação Cargill, que ocorre no dia 13 de dezembro, sexta-feira, em São Luís.
A maratona é um convite para que estudantes universitários – público-alvo do evento (a partir de 18 anos) –, possam transformar a farinha de mesocarpo, importante alimento nutricional de promoção e manutenção de segurança alimentar, em soluções criativas e impactantes para as comunidades e territórios que vivem a partir da cadeia do babaçu, como a Rede Mulheres do Maranhão.
Considerado um super ingrediente com potencial gigantesco para a sustentabilidade e inovação, a farinha de babaçu é o grande destaque da maratona, onde os estudantes, divididos em equipes, poderão elaborar novas utilidades para o ingrediente.

Proposto pela Rede Mulheres do Maranhão, o evento é voltado, também, para estudantes com vontade de inovar, aprender e, claro, transformar o futuro de formas criativas e sustentáveis. Durante a maratona, o público irá se conectar com diversos agentes inovadores, além de contribuir para a sustentabilidade e soluções reais para o futuro da cadeia do babaçu.

Previsto para o dia 13, das 8h às 17h30, no Sebrae Lab (localizado no Sítio do Rangedor, na avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro do Cohafuma, em São Luís), a Maratona Farinha de Babaçu já está com inscrições abertas – são gratuitas e podem ser feitas até o dia 6 de dezembro, pela internet.
O projeto visa, também, promover a segurança alimentar e o fortalecimento da cadeia do babaçu através da inserção da farinha de mesocarpo nas compras públicas, na cadeia de valor da grande indústria e em feiras livres de São Luís. E, além disso, a promoção do aumento da renda e autonomia financeira de empreendedores comunitários e a valorização do empreendedorismo feminino; o incentivo à segurança alimentar de crianças e adolescentes de escolas/creches públicas, através da melhora da qualidade nutricional com um produto mais saudável e econômico. Isso tudo sem perder de vista a importância das pesquisas acadêmicas para as práticas de inovação e aumento da produtividade.
Conforme edital, no total, são 40 vagas, com prêmios que variam de R$ 500 a R$ 1,5 mil. Serão escolhidas as ideias que melhor apresentarem critérios como: relevância da solução proposta, impacto socioambiental, viabilidade técnica e econômica, originalidade e inovação, clareza e qualidade da apresentação.


