Partindo da pergunta “quantas histórias de amor entre mulheres você já viu terminar felizes?”, o espetáculo de teatro-dança Ela Não Morre no Final surge como uma resposta à ausência de representações positivas e duradouras dessas relações nas narrativas tradicionais do cinema, da televisão e da literatura.
Em cena, relatos reais se transformam em movimento, teatro, música e poesia, convidando o público a imaginar outros desfechos para histórias marcadas ao longo do tempo pelo silenciamento, pela violência e pela tragédia. Com experiências LGBTQIAPN+ no centro da narrativa, a montagem aposta na delicadeza, na sensibilidade e na esperança para provocar reflexão e ampliar as formas de contar e enxergar essas vivências.
Para Jessica Montes, uma das artistas que conduz a obra, já passou da hora de assistir a histórias de amor entre mulheres que não sejam atravessadas apenas pela dor. “Quando buscamos produções com representatividade lésbica para assistir, a maioria das histórias se desenvolve a partir do sofrimento e da violência ou termina em tragédia. Olho à minha volta, e para minha própria história, e vejo mulheres sáficas sendo felizes e prósperas. Já passou da hora de também assistirmos a histórias assim”, afirma.

Produzido pelas artistas LGBTQIAPN+ Taila Menezes e Jessica Montes, o espetáculo reúne relatos de outras mulheres, além das próprias vivências das criadoras como mulheres lésbicas e artistas da dança e do teatro. A montagem combina diferentes linguagens cênicas e canções que atravessam essas histórias, construindo uma narrativa sobre permanência, afeto e liberdade.
Beneficiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), por meio da Secretaria Municipal de Cultura de São Luís, Ela Não Morre no Final será apresentado nos dias 22 e 23 de maio, às 19h, no Teatro João do Vale. Os ingressos serão distribuídos gratuitamente pela internet e a partir das 12h do dia de cada sessão.








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