Estresse eleitoral pode afetar coração; veja sinais de alerta

Cardiologista explica como ansiedade, noites mal dormidas e alimentação inadequada podem favorecer arritmias e problemas cardiovasculares

Estresse e inquietação podem elevar níveis de adrenalina e cortisol, aumentando frequência cardíaca e risco de arritmias;

Sono de qualidade e alimentação equilibrada ajudam a regular hormônios, controlar pressão arterial e reduzir riscos cardiovasculares;

Dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura e visão embaçada exigem atenção, com atendimento imediato diante de sinais graves.

Com o país prestes a votar no segundo turno e a conhecer quem será o presidente no domingo (25), muitas pessoas criam grandes expectativas e, muitas vezes, as emoções fogem do controle, podendo gerar um quadro de alerta para a saúde. Um caso semelhante aconteceu com o deputado federal André Janones, um dos principais aliados da campanha do presidente Lula, que sentiu um mal-estar e foi internado na UTI por conta de uma arritmia cardíaca no último fim de semana em São Paulo.

O risco é maior principalmente quando os ânimos ficam exaltados e fora de controle, especialmente em um cenário eleitoral tão disputado, polarizado e marcado por muitas discussões. Diante de situações de estresse e inquietação constantes, ocorrem alterações nos níveis de hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que podem influenciar o funcionamento do coração, resultando num aumento a frequência cardíaca e da força de contração do coração e favorecer o surgimento de arritmias cardíacas, segundo o médico cardiologista e professor de Medicina do IDOMED Açailândia, Pablo Germano.

Atenção aos hábitos

Pablo também alerta para outros fatores preocupantes, como a privação de sono e a alimentação irregular, que podem contribuir para o desencadeamento de crises cardíacas. “Para evitar algumas crises cardíacas e arritmias, o importante é sempre dormir bem, tendo um sono restaurador, pois ele tem o efeito reverso ao citado anteriormente, e a influência hormonal é positiva, regulando os hormônios para o nível ideal. Então, isso influencia muito na qualidade de vida da pessoa e diminui consideravelmente a chance de desencadear crises”, completa o médico.

Sobre a alimentação, é importante consumir fruta e verduras, alimentos estes que são ricos em potássio, como banana, abacate, feijão, folhas verdes e batata, já que esse mineral ajuda a controlar a pressão arterial e participa do equilíbrio de líquidos e do funcionamento muscular. Além disso, alimentos como aveia, feijão e outras leguminosas são fontes de fibras, nutrientes que contribuem para o controle do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, cujo excesso está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares.

Em contraponto é essencial evitar alimentos ultraprocessados, gordurosos, com excesso de sal e açúcar, afinal, eles favorecem o acúmulo de gordura nas artérias (placas de aterosclerose), elevam a pressão arterial e causam inflamações no organismo.

Pontos de alerta

O cardiologista explica que alguns sinais podem estar relacionados à elevação da pressão arterial, também conhecida como pico pressórico. Entre os sintomas que merecem atenção estão dor de cabeça, tontura, visão embaçada, palpitações, fraqueza, enjoo, falta de ar, rosto avermelhado e dor na região torácica. Ao identificar sintomas como esses, especialmente dor no peito ou falta de ar, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

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